Agarre com unhas e dentes o PROGRAMA DE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS

Uma boa razão é que é muito prazeroso poder dividir com a Equipe os resultados obtidos.

Vou falar sobre o Programa de Participação nos Lucros ou Resultados. Um dos melhores programas, na minha opinião, regulamentados pelo governo, porque dá ao empreendedor a liberdade de estabelecer a forma e o quanto quer distribuir aos colaboradores. Mesmo que o programa tenha seus requisitos legais ele é muito flexível.


Outra boa razão é que é muito prazeroso poder dividir com a Equipe os resultados obtidos.
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Mas uma pergunta muito comum é: quando eu devo implantar este programa na minha empresa?

Três premissas são importantes de serem observadas:

1) A empresa necessita ter o acompanhamento efetivo dos seus resultados contábeis e gerenciais, pois a confiança nos números é de extrema relevância para o sucesso. Na medida que a empresa implementa este programa, os colaboradores passam a ser uma espécie de “sócios” porque parte dos resultados também vai para o bolso do colaborador.

2) O programa deve ANTES ser implementado DEPOIS cobrado. É importante que as metas sejam estabelecidas antes de iniciar o programa. É comum, por exemplo, algumas empresas implementarem no mês de maio e cobrar resultados desde janeiro.

3) Implante-o no momento em que a empresa esteja economicamente estável, pois TER para DAR, funciona muito melhor do que, DAR para TER. Tenho visto empresas encontrarem muitas dificuldades quando implantam com o objetivo de melhorar a situação financeira da empresa, e este não é o objetivo do programa, mesmo que isto venha a ocorrer, o que também é saudável para a empresa e colaboradores.

Então estas são as três principais premissas que você deve prestar atenção antes de implantar o Programa de Participação nos Lucros ou Resultados
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A agora eu vou falar sobre 10 principais passos para quem quer implementar o Programa de Participação nos Lucros ou Resultados.

O Programa de Participação nos Lucros ou Resultados é um programa regulamentado por lei e no final vou deixar um link caso você queira saber mais sobre ele. Não vou me ater a ela, mas sim nos detalhes que você precisa saber para implementar na sua empresa.

1. Definir o nome do programa. Algumas empresas chamam de PPR - Programa de Participação nos Resultados, outras denominam de PLR - Participação nos Lucros ou Resultados. A denominação é uma questão do termo que melhor de adeque a cada empresa e situação.

2. Definir o percentual do lucro a ser distribuído: Ele pode ser de duas formas:
     a) percentual único – por exemplo: 5% ou 10%, ou 
    b) gradativo: Por exemplo: até faturamento R$ XXX,00 o valor é R$ YYY,00 e vai crescendo numa escala gradativa.

3. Definir a periodicidade do programa, ou seja, período de abrangência que poderá ser de duas formas:

       a) Pagamento único (anual), ou 
     b) Em dois pagamentos conforme estipula a legislação. A empresa deverá avaliar a forma mais adequada ao seu modelo de negócio.

4. Definir a forma de distribuição. Ele pode ser distribuída de três formas: 

     a) Proporcional ao salário;
     b) Distribuído de forma igualitária a todos os colaboradores; ou
     c) de forma mista – via de regra, quem utiliza este último formato, usa a escala 70 x 30 ou seja, 70% do valor a ser distribuído proporcional ao salario e 30% distribuído de forma igualitária aos colaboradores.

5. Definir as METAS a serem atingidas, ou seja, (Meta, Fórmula e valores) e você pode estabelecer três tipos de metas: 

   a) METAS CORPORATIVAS: Por exemplo: redução de Custos;
   b) METAS POR SETOR ou DEPARTAMENTO. Exemplo: Retrabalho;
   c) METAS INDIVIDUAIS, por Exemplo: Absenteísmo, que são as faltas no trabalho.

Isto varia de empresa para empresa de acordo com a realidade ou capacidade de gerenciamento de cada empresa. Uma dica importante Só estabeleça metas que você tem o controle efetivo sobre elas.

6. Definir quando você vai pagar o valor a ser distribuído de acordo com o modelo que você escolheu ou seja, um ou dois pagamentos. E aqui é importante ressaltar que você cumpra os prazos estabelecidos.

7. Definir a equipe ou colaboradores que participarão da elaboração e acompanhamento do programa.

8. Definir outros critérios, como por exemplo, o colaborador que se afastar do trabalho, ele ganha proporcional ou não?

9. Buscar aprovação com o Sindicato representativo quando aplicável e de acordo com a legislação vigente. De antemão, posso te dizer que este processo é bem tranquilo, pois favorece ambas a partes – colaborador e empresa.

10. Depois de elaborado e aprovado, DIVULGUE o programa aos colaboradores e acompanhe sistematicamente os resultados.

Vou deixar pra você as regulamentações legais deste programa, caso você queira aprofundar seus conhecimentos no assunto.

Desejo a você ótimos resultados!

LEI Nº 10.101, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000 e suas respectivas revisões e o art. 7º, inciso XI, da Constituição.

http://www.planalto.gov.br/ccIVIL_03/LEIS/L10101.htm


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