O que fazer quando você implementou um RECONHECIMENTO ou INCENTIVO na empresa e não obteve o retorno que você esperava?

Benefícios e incentivos aos colaboradores sempre funcionam?

Encontrar formas de manter os colaboradores motivados é um dos principais desafios para todas as empresas e neste contexto a implantação de benefícios e incentivos cumpre uma função importante na motivação, mas, por que nem sempre funcionam como deveria? 

Quando um benefício ou incentivo não repercutiu os resultados esperados, um dos maiores desejos de quem implementou é deixar de disponibiliza-lo.
Eu particularmente não sou favorável retirar um incentivo ou benefício depois de implementado, seja em forma de bônus, seja em forma de dinheiro, viagens e premiações, colaborador destaque, enfim, todos aqueles programas de reconhecimento que as empresas costumeiramente fazem. Depois que você implementa, eu penso ser muito difícil tirar esses benefícios e o resultado pode ser pior do que deixa-los.

E por quê? Porque as pessoas que fazem bem o trabalho, tem um bom desempenho, sentir-se-ão desestimuladas a continuar com este bom desempenho. Quando implanta-se um benefício, geralmente pensa-se naquelas pessoas que fazem pouco, e que implementando-se esses benefícios, passaram a fazer mais e isso nem sempre acontece.

O que acontece quando você oferece um benefício, oferece um estímulo, um reconhecimento?

Geralmente um grupo de pessoas assimila aquilo, se engaja e busca os resultados e algumas pessoas não. E há àquelas pessoas que de fato no dia a dia não dão o resultado que a empresa espera delas, e a implementação de incentivos e benefícios não as farão mudar de comportamento.

Ou seja, não é pelo fato de ter implementado um benefício que a pessoa passará a fazer diferente e melhor do que vinha fazendo.

O segundo ponto também que eu acho interessante quando se trata de estímulos e incentivos é você reavaliar a metodologia e os critérios que você utilizou para implementá-los, entender se foi eficaz a forma e a implementação dos incentivos que você criou.

O terceiro ponto é que em algumas empresas, alguns modelos de negócio, é preciso criar alguns incentivos competitivos, ou seja, o melhor vence. É comum quanto se implementa esses tipos de incentivos ser desconfortável para algumas pessoas.

E isso também precisa ser trabalhado, porque a competição também faz parte do meio organizacional e ela nem sempre é ruim. O cuidado que se precisa ter é que, quando se fala em estímulos competitivos, estabelecer que o resultado depende da pessoa, de seus próprios méritos. Por exemplo, na área de vendas é muito bem indicado a aplicação desse tipo de incentivo.

Agora, se você precisa que o resultado seja coletivo, é necessário o engajamento de todos. Sabe-se que em muitas empresas as pessoas fazem um pouco de tudo, sempre em dependência do bom desempenho e colaboração dos demais. Se você tem esse tipo de negócio, muitas vezes é importante estabelecer determinado incentivo para o resultado coletivo e outro em função do resultado individual.

Deve-se avaliar cada tipo de negócio, como se comportam as pessoas, para aí sim, direcionar o estímulo certo.

Concluindo, e respondendo a pergunta: benefícios e incentivos sempre funcionam? Respondo que sim, porém, não a todas as pessoas. Se não funcionou,  então, revise o trabalho e o comportamento das pessoas e entenda que nem todas as pessoas recebem aquele incentivo da mesma forma. Algumas pessoas não são motivadas, não são movidas por aquilo e aí você precisa trabalhar o comportamento individual de cada colaborador.



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